quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Passou na mente um segundo atrás

então me dê sua a mão e me leve para bem longe, onde a estrada tenha placas e cheguemos algum lugar que tudo faça sentido. Já faz um tempo em que a alegria se mistura com a tristeza, e que meus discursos vão contra minhas crenças. Será que o amor faz sentido? Porque meu coração bate a cada dia por alguém e logo depois não bate por ninguém. amores falsos, que enganam a minha mente e, deixar enganar a si próprio tem me cansado. Nem todo mundo que ama é feliz, vestem máscaras para chegar mais perto do conforto. Não é desse amor que preciso. Não é isso que alimenta a alma, ou é? Viver de enganos alimenta a fantasia do mundo irreal. Ou vivo num mundo real ou as pessoas são de mentiras. Será que você lê isso daqui? E será que se você lê, você ri alto, ou chora escondido? Ultimamente tem invadido meus sonhos, e sei que alguma coisa aconteceu com você, apesar de não ter notícias. Mandei cartas para sua casa, mas ou as cartas eram falsas ou seu endereço mudou. Já não consigo mais me lembrar do que é real. A música toca como nunca tocou, os assuntos são outros, vivemos em outros mundos. As pessoas continuam a rondar e eu já não sei se elas me cansaram ou se viciei nelas. O tempo congelou, os ponteiros pararam na parede. A chuva foi anunciada, mas não choveu. Disseram que foi o vento que a levou para bem longe, na falta dela, chegaram as borboletas, disseram que isso acontece quando chega a primavera, mas tampouco chegou. Paramos no inverno, lembra? E do inverno nos aquecemos naquele tapete branco sujo de vinho tinto. A cor do seu sangue velho, ficou marcada no meu rosto, seu coração chorou e o meu não. A rocha rachou, as pétalas das flores caíram, mas nada fez sentido, porque quando algo faz sentido parece bobo. E o amor não é bobo, né? Disseram outro dia na rua, que o amor estava a caminho, mas ele também não chegou. Disseram que ele bateu na porta, não tinha ninguém e não quis esperar, estava atrasado. Então, fico aqui pensando, amor não bate na porta, arromba. Mas me disseram que isso se chama paixão. E que a paixão sempre está de viagem. O amor não, o amor vem devagar e permanece. Então porque ele estava com pressa? Fatos que não fazem sentindo, mas o violão acompanha a voz, que acompanha a bateria, que acompanha o baixo, que acompanha a guitarra. Faltou o sax. Disseram que ele não acompanha, ele incrementa o som. Difícil dizer já que você não está aqui para explicar. Do outro lado do mundo, ele também já não sente mais falta, disse outro dia que achou um amor, um amor doce, parecido com meu, mas não era o meu. Faz de conta. Faz de conta que é, faz de conta que serve, faz de conta que está tudo bem. Até quando vão se esconder atrás de máscaras? A gente escreve a história que quer, só precisa ter cuidado para a história não ser um conto. Nem tudo começa com era uma vez e nem tudo termina com um final feliz. Alguém um dia me contou isso, só não lembro quem.

3 comentários:

Anônimo disse...

Na velocidade do mundo de hoje, com "Romances relâmpagos" confundimos o verdadeiro amor de uma simples paixão... Amar é superar, conviver e aceitar os defeitos do seu amado, e não simplesmente "desistir" na primeira pedra do caminho... No primeiro conflito... O mundo de hoje, na velocidade da informação, nos faz não querermos superar juntos os defeitos... Partimos logo para outra... E com isso não nos damos o tempo necessario desse amor aflorar em nossas vidas... Somos vitimas da nossa propria evolução... Evoluímos em tecnologia, em informação, mais esquecemos de evoluir os sentimentos... Esquecemos do exencial.... Esquecemos do nosso coração!

Diniz. disse...

Olá, vi o seu blog e gostei muito então razão de ser sua seguidora, abraços.

preciosa disse...

Olá, amei conhecer suas escritas
Se permites estarei sempre a visita-la
Abraços amigo
Preciosa Maria