quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O colecionador

Diria que é melhor você sentar, porque hoje tenho uma história para contar. “Pra começar, vai acabar, eu vou dizer, vai acabar, vai machucar, vai clarear a cabeça”. Podia começar pelo final dizendo que você simplesmente perdeu, como todas às vezes. Que quando acontece de fato, não existe DÚVIDA, não existe BRIGA e nem desentendimento. A pimenta no amor não está ai. Difícil de entender? Então vamos por partes.

Começamos pelo cenário: o inferno. Ele é vermelho como de costume, mas não é tão quente assim, tem dias em que a chuva domina e o vento espanta qualquer tipo de loucura tratada numa clínica. As coisas são simples, lembra? Além disso, no inferno existe música de um jeito que você nunca ouviu e nem imaginou. A música é vista de outro ângulo. Os quadros também. Atrás deles ainda existe a costura. Existem cores e estampas. Existe alegria. Existe vida. Quem foi que disse que o inferno é ruim? Prestes de chegar ao seu fim, já me bate saudade. Mas é a vida, né? Afinal, pra tudo na vida existe um prazo de validade, por mais que você acredite que será eterno, um dia tudo acaba.

O personagem no inferno é só um. Um colecionador de borboletas, que anda por ai em busca de espécies raras. As amarelas de bolinhas pretas ainda são as mais apreciadas. E com a redinha na mão, ele acabou encontrando outro tesouro por ai. A última aquisição foi um potinho de paz. Daqueles que você tem a chance de repor sempre na fonte. E quando subiu o último vale atrás de uma roxa, descobriu que não é só mais um colecionador de borboletas, agora ele coleciona momentos. E assim, se viciou na sua própria profissão. Jurou que não voltaria mais para a cidade. Amigos reclamaram, mas quando o vêm por ai atrás de momentos, juram que ele reflete e transborda cores e sentimentos. Aprendeu com o borbulho da mente a transbordar.

O tempo ainda é o presente. Porque de nada interessa o passado e o futuro. Da visão de cima, o inferno e o colecionador estão presos dentro de uma caixa. E você me perguntaria: Se está preso, onde estaria a sua liberdade? Eu responderia: nas asas, no ar, no som, no coração, na mente, no carinho, na nova história que estou adorando escrever.
Agora, olhe para o espelho.... se o reflexo conversar com você, saiba que está tudo bem. Mas se por um acaso, o reflexo te enfrentar ou começar a chorar, procure a sua vida o mais rápido possível.

2 comentários:

feta disse...

Pontos do Poder, p/ parar e refletir:
1- Sou responsável por minhas próprias experiências;
2- Cada pensamento q tenho cria o meu futuro;
3- Lido constantemente com padrões prejudiciais;
4- Tudo isso são apenas pensamentos e eles podem ser mudados;
5- Eu me liberto do passado e perdôo a todos inclusive a mim mesmo;
6- Auto aprovação e Auto aceitação no aqui e agora são as chaves para mudanças positivas;
7- O ponto do poder está sempre no momento presente;
8- AME-SE!!!

Anônimo disse...

mais, mais, mais!Tá gostando do inferno astral né? Tá colhendo os frutos, menina!
beijo