segunda-feira, 16 de junho de 2008


Hoje foi um dia completamente estranho. Não sei descrever. Entre risadas e choros; conflitos e paz única; desejos e esperanças. Faz duas semanas e meia que busco um trabalho para minha sobrevivência aqui no continente velho. Para quem achou que seria fácil por ter uma cidadania espanhola, caiu lá de cima. E o meu tombo foi feio. Sobre todas as entrevistas que já fiz, terei que fazer um post só sobre isso.
Enfim, quem busca trabalhos não acha muito legal quando você se depara com um guia gordo de festivais musicais de 2008. Um guia completo com shows que acontecerão até dezembro em toda Europa. É de tirar o folêgo. A sua ansiedade então para conseguir um trabalho, não só aumenta, como multiplica por cinco. Respira! Respira! Você então sai por ai toda feliz achando que é o seu momento, numa mão segura o maldito guia e na outra apenas curriculuns. Entra no bares, procura pelo responsável, entrega o curriculum em seguida de um sorriso, normalmente escuta: não estamos procurando agora, mas.... A vontade é de puxar o curriculum e falar: ah então me devolve que vai me fazer falta. Segura o sorriso e respira! Essas são as condições para você não explodir. Sem contar na opção de se distrair em olhar para o lado, para cima e para frente: ai que prédio lindo!!! Ai que lindo esses menininhos correndo da mãe!!! Ai quanta gente bebendo uma cerveja às 2 da tarde. E assim vai. A maioria pede experiência em bares de barcelona. Ai só passa isso na minha cabeça: Mas se alguém não me der uma oportunidadeeeee, como vou começar??? Só Deus sabe!!

A jornada acaba, a irritação e a tristeza tomam conta. O desejo só um: ficar dentro do meu quarto sozinha. Estou tão chata que nem eu me suporto. Volto então a ler. Um dos melhores livros, anotem: Comer, Rezar e Amar. Uma história de uma jornalista americana que larga tudo e todos para viver 4 meses na Itália, 4 meses na Índia e 4 meses na Austrália. Ainda estou na Índia, tentando meditar com Liz (a personagem do livro), então lembro que no começo do livro ela faz um baixo assinado para o cara lá de cima. Eu a copio. Quando todos meus sentimentos ruins foram embora e sinto uma paz única, quase adormeço. Só não adormeço porque toca meu telefone (iguaaaaaaaalzinho ao livro) era a Zizia, amiga-irmã que hoje comemora seu aniversário. Eu não sabia se gritava, chorava ou ria. Acho que fiz os três ao mesmo tempo.

E é ai, quando você está para baixo, quase desistindo de querer achar um emprego e se jogar por ai, vem um cara sábio santista roxo, mais conhecido como Pai e fala: filhota, não desista nunca, você tem raça corintiana.

Preciso dizer mais alguma coisa, não né?

5 comentários:

Léia Carvalho - LC disse...

Puts! gostei desse blog!
Se é amiga da Eli só pode ter perólas.
Pelo visto vou acompanhar essa saga.
NÃO DESITA! Pode até mudar de time, mas não desista rs

Gi disse...

Não precisa dizer mais nada não irmã...nem eu vou dizer nada....você é foda e ponto final! Pena que eu só vou poder me jogar numa dessas daqui uns 15 anos...quando Tainá já estiver moça feita....mas acredite, vou fazer! Ainda estarei numa idade legal...40 anos...provavelmente solteira....e mais experiente...o mundo que me espere! Hahaha agora é sua vez idiota! Vai lá!

Luís Pereira disse...

E isso aí Mari, você vai conseguir como sempre conseguiu. Aqui do 3 Mundo mando um salve e muita fé.

Beijo

karina disse...

Mari, vc descreveu exatemante o que estou passando,e (to sem acento)igual por aqui parece q estamos no mesmo lugar...A vontade de arrancar da mao o curriculo que vc sabe que vai para o lixo e enorme. Puxa eu se fosse vc mentia no curriculo, fala que vc foi garconete no katanga...
A minha sorte ja esta mudando tenho 2 entrevistas marcadas...mas ja andei uns 30km entregando curriculo,
Boa sorte

Dani Spot disse...

Não tenho nada importante e genial para falar... só para lembrar que tem gente aqui que te manda muita energia boa!!!! Você sabe que tudo vai dar certo... beijo