domingo, 26 de julho de 2009

Fora do Ar !!

Se fosse mais simples, não existiria. E se fosse mais complicado, não escreveria. Nem mais, nem menos, a medida certa. Vai uma dose, aí? Depois de tanto tempo, você surge ao meu lado numa banca de jornal. E em segundos, desaparece. Antes mesmo de me entristecer, você aparece novamente ao meu lado sentado na mesa. Dessa vez, você permanece dez minutos e depois some. E assim vai e assim vem. Quando acordo, você me dá bom dia e antes dormir você também me dá boa noite. Quando eu tenho dúvida, você segura a minha mão e quando estou perdida, você aparece para me mostrar se é para esquerda ou para a direita. Estranho ou não, isso não é passado. E muito menos presente. Talvez seja o futuro, talvez não.

Era outono. As folhas das árvores da Gran Via já estavam amareladas. As bikes carregavam pessoas mais arrumadas com lenços coloridos nos pescoços. As entradas do Metrô já tinham mais bitucas e bem na saída da Rocafort ele estava lá, como todas às vezes, apoiado no murinho e o skate no chão. Ele não tinha ideia do presente que ganharia dessa vez. E muito menos, que teria mais motivos ainda para se orgulhar dele. Na troca de camisas de futebol, ele me leva para conhecer mais uma pracinha do seu bairro e se alegra quando me vê voltando a ser criança num gira-gira. Tira a blusa do Barça e coloca a do Corinthians. Será que ela ainda tem meu cheiro? Porque depois de um ano, a sua foi lavada diversas vezes e ainda tem o seu cheiro.

O jazz nunca existiu, mas sempre foi marcado na agenda. Os elogios e as vontades ficaram no ar, fora do corpo. Do meu e do seu. Já faz tempo, você cruzou meu caminho ditando passos. Cantou a fita de quinta-feira passada com a melhor descrição possível ao pronunciar duas sílabas em meus ouvidos: ha-xi. Boca marcada, boca mordida. O mesmo estilo, boné p/ lado, skate no pé e o mesmo som... versão brasileira? Esquece. O jazz nunca vai existir, e os elogios e as vontades continuarão vagando por ai.

Não é questão de diversão, nem de prazer, nem de paixão e nem de amor. Alguns se arriscariam dizendo que é Julho. Foram dois eclipses e a confirmação de Plutão que estamos mergulhados na crise, aquela mesma que há seis meses ele anunciou que estava a caminho quando entrou em Capricórnio. E se você trombar Agosto por ai, avisa que estou atrás dele, por favor.

3 comentários:

Anônimo disse...

Maricota...
Você ainda vai trocar muuuuitas camisas antes de encontrar aquela que irá lhe servir perfeitamente...
Agora deixa eu compartilhar com vc e com o mundo um pouco do meu conhecimento...
Sabia q no Japão o simbolo usado para se escrever CRISE é o mesmo simbolo usado para se escrever OPORTUNIDADE... então tire o $ da sua CRI$E (utilize-o para representar Sucesso, Sorte, Sensibilidade, Serenidade) e CRIE... Crie textos, Crie Poesias, Crie Livros, Crie Bolsas... CRIE Oportunidades! CRIE q o Sucesso vem...
Beijão
do seu admirador q Vc sabe muito bem quem é!!!

Daniel Gutierrez disse...

Mari

A sua caneta parece uma metralhadora. Muito louco! Depois quero saber dessa história ai, mas sem muita poesia, ta? hehehe bjs

Zari disse...

Feeeeeeta! Pqp!!!! Sensacional o seu texto!!! =)

Spot, obrigada! hahahaha, claro que sim, vamo ae!!!

beijos p/ os dois!