quarta-feira, 7 de abril de 2010

Virtualmente falando...

Num dia estranho é normal ver um arco-íris às 9 da manhã. Enquanto o sol e a chuva não se decidem, o novo cenário é colocado na sua vida. No fim da rua, a passarela de ferro, que passa por cima do trilho do trem. Numa mistura de sombrio com o abandono, por incrível que pareça, remete a Europa. No final, logo à esquerda, o único bonde que restou de uma cidade que não soube guardar o que tinha de bom.

Entre fábricas e galpões as pessoas se misturam, talvez pelo mesmo objetivo: ser alguém na vida. Sonhos, projetos, crenças. Vale tudo, só não vale dizer que nunca experimentou. Na busca por pessoas antenadas, a minha boca continua aberta. Se o mundo inteiro está na Internet, o que você faz fora dela? Para quem se viciou em perguntar, melhor mesmo é se distanciar, antes que leve uma bela de uma esquerda no rosto. Pior ainda é ter a coragem de perguntar por quê. Sem dúvida, vem seguida de uma direita e de uma esquerda. Como assim você nunca leu um blog? Muitos universitários acreditam que redes sociais são do passado! E quando pergunto o que é o presente, recebo apenas sorrisos acompanhados de não sei. É. O mundo vai girando, a geração crescendo e não sei para onde caminhamos. Acredito ainda, na forma de usar, e que o presente anda sendo alimentado por compartilhamento de conhecimentos, seja ele virtual, seja ele real.

O que diria Pierre Lévy aos universitários?

O contato com pessoas desconhecidas me lembra de uma frase que a Kele de Barcelona me falava: O mundo é uma metade de uma ervilha. Ele é amigo dela, que namora ele, que é primo do amigo dela. Assim, se reunirmos todo mundo numa sala, abraçamos o mundo.

A busca não para. Se algo não está bom, melhor é mudar, ou recomeçar. Na nova virada do ano, levei uma porção de tapas na cara de amigos. Verdade é bom quando é dita olhando no olho. Críticas são quase sempre construtivas, basta você saber dizer, basta você saber entender. Alimente-se de informação, compartilhe conhecimento, busk por isso!

4 comentários:

Thais Abrahão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thais Abrahão disse...

Sabe Mari, eu diria que de tanto tentar se perder as pessoas acabam deixando de encontrar-se.
Com o que nos deparamos?
Desorientação.
Espacial?
Por que não?
E aí, enquanto muitos se perdem demais, poucos permanecem demasiadamente encontrados.
Talvez seja essa a deliciosa química do desencontro.
"A vida é a arte é do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida..." (VM)
Conhecer sempre!
Beijos e saudades
Thais

Zari disse...

conhecer sempre! rs
beijos e saudade, querida!

Roberta Namour disse...

E o que é o futuro? Sensacional! Divida sempre suas descobertas com a gente. t amo