segunda-feira, 1 de março de 2010

Out

Ahhhh, se o mundo quisesse me ouvir. Ouviria berros mais alto que as cordilheiras espalhadas por ai no planeta Terra, escutaria meu choro de desespero e se pans, se desesperaria comigo. Depois me acolheria ao ouvir meus sussuros e me abraçaria no colo com um cafuné daqueles inesquecíveis.

Jazz.

“Eu não vou mudar, não. Eu vou ficar só, mesmo se for só, não vou ceder”

Eu vou subir, como sempre subi. Vou matar o jardim nada florido e vou plantar outro. Um dia abriram meu chão, o mundo desabou e eu não quis ver, quis não sentir. Ainda não quero. Mas a saudade só aumenta.

Ai vem, uma atrás da outra. Seguida. Derruba. Esfaqueia. Desembrulhei a caixa, recebi o presente mais lindo, mas por ironia do destino tive que devolvê-lo. Ai eu te pergunto: Quer brincar de bem-me-quer e de mal-me-quer, mais uma vez? Sem você responder, eu respondo, agora não.

Então por favor, não toque a campainha e nem bata na janela. “É bom às vezes se perder, sem ter porque, sem ter razão”. Cansei. Fiz minhas malas, eu vou para outro lado da estrada ver se o mundo de lá tá mais suave. E se alguém me procurar, fala que estou fechada pra balanço.

3 comentários:

Bi disse...

quero ver cumprir as palavras!

Zoroastra disse...

chuta que é macumba, filha.

Thais Abrahão disse...

"Eu não sairei daqui e não soltarei da sua mão"