segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Injeta cultura na veia...

Sem procurar na net ou em algum livro de história da arte, você saberia me dizer de que movimento é esse quadro?


Se por um acaso você respondeu Dadaísmo, bingo! Eu achei que eu soubesse muito sobre ele. O Dadaísmo sempre foi um dos movimentos da modernidade que mais me chamava atenção, apesar de ser viciada pelo surrealismo, cubismo, impressionismo e expressionismo.

Todo primeiro domingo do mês os Museus da cidade são de graça. Taí uma idéia para São Paulo. O primeiro museu que fomos foi o MNCA – Museu Nacional D’Art de Catalunya. Se tenho palavras para descrever esse museu? Sinto muito, eu não tenho. Vocês terão que visitá-lo. Um lugar cheio de história da arte da Catalunya acompanhado com um belo design. Obras do Romantismo, Gótico, Renascimento, Barroco e da Arte Moderna. Fora o espaço para a exposição do Dadaísmo. Eis o choque, eis o spot. Nas minhas aulas de história da arte eu só aprendi a parte dos objetos do dadaísmo. As influências do movimento, das máquinas, da performace, do vidro, da luz, da transparência e do erotismo aprendi mesmo na exposição. Mas admito: nada melhor para mim do que a época dos objetos readymade. Quase abracei a Fuente – mijátorio, a Monalisa de bigodinho e a roda da bicicleta. E óbvio que além de observar as “obras de arte”, reparei muito nas pessoas. E conclui que elas não sabiam o que significava o Dadaísmo. Ora bolas, ali nenhuma obra é bonita, não é nada mais que um choque para a sociedade da época, e eu diria que para a sociedade de agora também.


Quando estou dentro de um museu é como se eu tivesse em casa. Sim. Não sei se isso deve-se a minha mãe que me levava nos museus desde pequena ou da época que vivia no MAM e na OCA com a . E no meio daquelas obras do século XVI eu tinha certeza que era isso que precisava na minha vida, de novo percebi que preciso trabalhar com museus. Diria minha irmã: Ai que retro!! Quem vive do passado é museu. É, mas acho que só esse retrô me encanta.

Eu e a Keke saímos de lá e fomos direto para o Museu do Picasso. Já tinha escutado que lá era um lugar que não valeria muito a pena, porque não tinham as principais obras dele. Perdi as contas de quantas pessoas me falaram isso. E perdi as contas de quantas vezes agradeci por estar lá dentro. Diversas obras que não estavam na exposição da OCA e nenhum museu jamais me explicou tão bem a vida de Picasso como lá. Ano por ano. Você consegue entender a influência de Paris e de Madrid em suas obras. Mas parece que você não entende a influência das obras quando ele está em Barcelona, parece apenas que você vivência seus quadros. Todo mundo enlouquece um pouco depois que vive um tempo em Barcelona. O museu é uma referência de mais de mil obras para o conhecimento dos anos de formação de Pablo Picasso. Fora as 58 obras que integram a série de Las Meninas – Velázquez que são d-e-m-a-i-s. Se pudesse colocar um quadro de Picasso na minha casa, o escolhido seria esse:

2 comentários:

disse...

P-i-r-e-i no museu do Picasso aí tbm!
Museu do jeito que eu gosto.. com história, explicação, conteúdo.
E concordo com vc, as releituras das Meninas do Velázquez já vale a visita!

Que tempo bom esse das exposições, OCA e Mam. E que saudades de vc!!!
Sei não.. São Paulo sem vc vai ser mais chato, sin dudas =D

Bjos, maricotinha!

Kele disse...

Bem, bem, como acabo de dizer, me sinto um pouco co-editora deste blog, então aí vão algumas considerações:
O MNAC é ducaralho mesmo, só estando lá para saber. Será que alguém pode imaginar que eles tiveram a manha de transportar tecos de parede de igrejas do século XI ou XI para dentro do museu e tentar resgatar, assim, um pouco dos inícíos da arte na Catalynia?
O Museu Picasso é bem legal tb. Não sei vc teve essa idéia, mas muitas vezes me senti na Pinacoteca ou na OCA, aquelas referências todas ali, nas paredes, igualzinho como em Sampa. Demais mesmo!
E para terminar: o nome do quadro que mais te encantou se chama Mujer con Mantilla, e foi feito enquanto ele estava aqui, em Barça, em uma de suas tantas estadas. E estava bem ao lado daquele chamado Paseig de Colon, uma tela inspirada na visao que ele tinha de uma das casas onde pintou, na Ciutat Vella.
Beijos!