Ou começo falando de sábado? Aqueles dias que vc vê certos lugares e entende por aquele som é assim. Londres respira música. Transborda arte e moda. Tá na cara de qualquer um, é muita personalidade. Muita. Londres é um teco do mundo batido no liquidificador. E mais um pouco. Tá tudo ali junto ou separado, tanto faz, mas tá. Tipo Camden Town na feira Camden Loch, o pico é música, é arte, é feira, são as boinas, são chapéus, são os tennis, são as barraquinhas de comida. Vale lembrar: cada uma de seu país. Vai um chinês, italiano, espanhol, americano, mexicano, árabe, português, japonês, francês, marroquino, indiano ou tailandês? Falando em indiano e tailandês, Londres também respira um ar indiano e tailandês e por isso ai é o melhor pico para comer. E quando vc respira esse ar, vc vê ali do lado, o porque de Asian Dub Foundation. Depois passa naquele pub e vê a explicação por London Calling do The Clash existir. Vê ali naquela esquina do lado do cara sentado na escadinha porque a Amy Winehouse é ela. Entende o New Yong Pony Club, imagina o Rolling Stones, vê de mais perto o Strokes e escuta por ai o no novo cd do CSS. O bairro dos punks na década de 80. Queria ta lá p/ ver. E foi ai também que me apaixonei perdidamente sem pensar nos graffittes do Banksy. Desejei ter todos aqueles pôsteres na sala da minha casa. Virei fã. Jimmy. Namorado da Patty minha melhor amiga que mora há 10 anos na Europa. Mora há 3 anos em Londres, já viveu 4 anos na Suíça e 3 anos em Portugal. Agora ela mora com Jimmy numa casinha apaixonante no meio do bairro Maida Vale em Londres. Jimmy é guatemalteco e viveu na Suíça durante muito tempo. Em outros tempos viveu na Guatelmala e também morou em Berlim. Entende legal sobre graffite. E num desses roles me contou sobre Banksy e seus grafiitfes e nos deparamos com um bem ali do lado num muro qualquer. A menina que empurra a sujeira da rua para atrás da parede. Muito bom. E no meio da feira, pude entender melhor a aula de Jimmy, por ali estava cheio de pôsteres de Banksy. Um mais político e apaixonante que o outro. A menininha segurando um míssel como se fosse um urso de pelúcia, ou aquele que o soldado revista uma menininha de quase 4 anos. E assim vai. Impressionante.
E o vento lá fora tava muito gelado. Quase nevou. Quase. Do sábado p/ domingo, de madruga tava menos de zero, mas só choveu lá pelas 7 da manhã e de manhã já estava 1 grau. No rolê pelo centro, voltou o sol e obviamente que esse momento que me deparei com o Tate Modern e a ponte. E o role seguiu por South Bank pela Londoneye e Big Ben. Daí vai West End na Covent Garden, Seven dials, Trafalgar Squase, Soho. E o que é o Soho? Não dá p/ dizer. Comi por ali num restaurante chamado Busalba Eathai. Um tailandês. Nota mil. Tudo isso acompanhada pelo casal mais tranqüilo, engraçado e apaixonados Patty e Jimmy. Tem horas que o papo é em inglês, espanhol ou mesmo português. Umas tirações de sarro em francês e alemão. Feito um p/ outro. É nítido. Deixei Londres correndo, p/ variar. Ela sempre me manda correr. E eu corro, porque normalmente é o que me resta e que sempre me salva. Sai correndo junto com ela pela estação de trêm para não perder o trem e muito menos o vôo. Cheguei em Barca com a sensação de quem chega em casa. Joguei as malas no quarto e desci por ai. Fui dar um role clássico na madruga ouvindo The Clash.







