quarta-feira, 29 de maio de 2013

Se


Se você soubesse o tamanho da minha saudade,
Viria lá de longe só para me abraçar,
Aqueles abraços apertados,
Que você fica sem ar,
E com perfume grudado no corpo.

Se você soubesse o tamanho da minha saudade,
Viria lá de longe só para dançarmos,
Daquele jeito bem espanhol,
No meio da pista,
Apenas eu e você.

Se você soubesse como às vezes é inacreditável,
Não ter você aqui comigo,
Viveria de novo só para tampar esse buraco,
Que fica entre o coração e o pulmão.

Se você soubesse em quantos momentos lembro de você,
Em pequenos detalhes, em poucas palavras, em algumas imagens,
E de como meu coração se enche de alegria,
Por você ter sido esse pai incrível,
E de como meu coração se enche de saudade,

Por não ter você mais aqui.

terça-feira, 3 de abril de 2012

56 personagens e 64 histórias distintas que se conectam

As pessoas continuam falando.
No meio de tanto tumulto,
elas ainda abrem o coração para quem elas nem conhecem.....

Falam de sonhos, de medos, de amores e de infâncias.

Quem é você, mesmo?

Por trás de um corpo, existe uma história, bem diferente da sua.

Existe também um tapa na cara, daqueles que machucam, mas nos transformam em uma pessoa melhor.

diante de tantas histórias,
difícil escolher uma para abraçar,
difícil ficar quieta
e não dar uma opinião, sugestão e apoio.

Diante de tantos sonhos,
difícil não sonhar junto,
difícil não dar a mão
e acreditar que é possível.

diante de tantas palavras, pensamentos e sentimentos,
sempre tem uma frase que muda seu dia.

Sempre tem um gesto,
um olhar,
uma palavra
que faz mudar a sua trajetória.

Por trás de um corpo,
existe uma história que te alfineta o coração,
e que te faz pensar em tudo aquilo que ainda não fez,
e em tudo que já fez.

quinta-feira, 22 de março de 2012

b.o.l.h.a

a bolha,
que nunca explode,
só aumenta,
pega mais força,
e faz eu vivenciar,
o que nunca vi,
senti e
ouvi.

Poderiam me prender,
dizer que estou prestes da maior loucura.
Então, tento ficar quieta,
e segurar tudo o que posso,
mas os olhos brilham,
explodem,
e transbordam.

a bolha,
única,
transmite a sensação
de que todo mundo
pudesse sentir a mesma coisa.

não existe tempo,
nem sujeito,
nem adjetivo
e nem verbo.

é um vácuo
de explosões
de sabores.

terça-feira, 6 de março de 2012

......

No meio de tanta fumaça branca,
um vácuo,
uma bolha,
um segredo,
um amor...


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

que pasa?

estranha sensação:
de estar num lugar
e desejar outro.

de sentir pureza
e querer a sujeira.

de admirar o belo
e acreditar no feio.

a balança...
tentando
permanecer
no meio.

a emoção
tretando
com a razão.

machuca.

me faz sentir
"fora do ar"

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Então me diz,
que merda foi aquela.
Na moral,
você vacilou.

Foi tempo demais?
Ou passou e
se perdeu
no tempo?

Queria ver aquele
vinho lá.

Ansiosa?
Então me acalma e
me enche de paz.

A mesma que você
me deu e
recolheu
sem avisar.

A janela.
A caixinha.
O Raval.
O samba.
O bar.

E uma porção de
coisas que
se foram com
o tempo,
sem paz,
vazio.

Foram,
e virão outras,
melhores.

Eu sei,
eu espero,
todo dia quando
acordo.

Mas você,
você, meu caro amigo,
tem mais chances,
não quantas quiser,
mas a quantidade necessária
pra ser sua,
só sua.
30/12/11

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

G.r.i.p.a.d.a

E então em questão de segundos, recebi a resposta de toda minha angústia,

A solidão seria uma opção,

Para uma menina sonhadora,

Na qual se apaixona na mesma intensidade que se pega uma gripe,

Leva a imagem do novo cara,

Dorme pensando nele,

Acorda pensando nele,

Monta a história,

Talvez perfeita,

Ou não,

Jura eterno amor,

E depois,

Conhece outro,

O qual tem características diferentes do último,

E se entrega sem pensar,

E sem demonstrar,

Demonstrar pra quê?

Se quando vira realidade,

Tem alguma coisa que estraga?

Então, cultiva todos eles na horta da mente,

Sorri pra todos eles na vida real,

O coração bate forte a cada olhar,

E sem me decidir,

Me confundo com todos eles,

Porque cada um me encanta de um jeito,

Juntando todos,

Tenho o cara perfeito,

Que nunca existiu.

E existir pra quê?

Se na vida real tem validade?

E na minha mente e no meu coração não?

Se você soubesse, que por você eu deixaria todos eles,

E proibiria minha mente de continuar com a coleção,

Se você soubesse, eu ficaria só com você,

Até que você dissesse chega,

Porque se dependesse de mim, esse dia, meu bem, não existiria.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cadê a placa?

Alguém pode me dizer se é para a direita ou para a esquerda?
Alguém pode acender a luz?
Alguém pode me garantir que a vida vai ser mais suave?

Tem dias que me cansa em ser forte.
Tem dias que odeio quem não é forte.

Há um buraco no meio peito,
e não sei dizer o por quê,
nem quando surgiu,
nem quando cresceu,
só sei que doeu.

A nova fase de luvinhas,
me leva para o outro lado do mundo,
colorido,
leve,
distante de tudo e todos.

É só hoje, juro.
Que tá tudo assim cinza,
sem cor,
sem alegria,
sem vontade,
sem arte,
coração adormecido.

domingo, 27 de novembro de 2011

J.a.n.e.l.a

Da janela aberta, entra o mundo.
A música dessa vez não é jazz, nem samba, nem bossanova.
A chuva anunciou uma nova era.
Quem pediu tantas mudanças, bebeu mais uma vez da fonte.
E mudanças, convenhamos, são doloridas.
Se cansou de sofrer, pode ir se acostumando, porque a vida está começando.
Porque todo dia começa uma nova vida,
que dura 24 horas.
Queria uma de 48 horas para ver se dá algum barato.
Quais eram os planos?
Você lembra?
Porque eu me esqueci,
fiquei atordoada de amor e de dor...
corri pelo gramado em busca das flores perfeitas,
atravessei o lago com a esperança que elas poderiam estar do outro lado,
mas não estavam.
Alguém chegou antes de mim.
É a única desculpa que posso te dar,
se você ainda puder me perdoar.
E da janela aberta,
entra o mundo,
que um dia construimos juntos,
na mesa de jantar,
numa noite qualquer,
de uma vida de 24 horas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ventou e levou o que restou...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Passou na mente um segundo atrás

então me dê sua a mão e me leve para bem longe, onde a estrada tenha placas e cheguemos algum lugar que tudo faça sentido. Já faz um tempo em que a alegria se mistura com a tristeza, e que meus discursos vão contra minhas crenças. Será que o amor faz sentido? Porque meu coração bate a cada dia por alguém e logo depois não bate por ninguém. amores falsos, que enganam a minha mente e, deixar enganar a si próprio tem me cansado. Nem todo mundo que ama é feliz, vestem máscaras para chegar mais perto do conforto. Não é desse amor que preciso. Não é isso que alimenta a alma, ou é? Viver de enganos alimenta a fantasia do mundo irreal. Ou vivo num mundo real ou as pessoas são de mentiras. Será que você lê isso daqui? E será que se você lê, você ri alto, ou chora escondido? Ultimamente tem invadido meus sonhos, e sei que alguma coisa aconteceu com você, apesar de não ter notícias. Mandei cartas para sua casa, mas ou as cartas eram falsas ou seu endereço mudou. Já não consigo mais me lembrar do que é real. A música toca como nunca tocou, os assuntos são outros, vivemos em outros mundos. As pessoas continuam a rondar e eu já não sei se elas me cansaram ou se viciei nelas. O tempo congelou, os ponteiros pararam na parede. A chuva foi anunciada, mas não choveu. Disseram que foi o vento que a levou para bem longe, na falta dela, chegaram as borboletas, disseram que isso acontece quando chega a primavera, mas tampouco chegou. Paramos no inverno, lembra? E do inverno nos aquecemos naquele tapete branco sujo de vinho tinto. A cor do seu sangue velho, ficou marcada no meu rosto, seu coração chorou e o meu não. A rocha rachou, as pétalas das flores caíram, mas nada fez sentido, porque quando algo faz sentido parece bobo. E o amor não é bobo, né? Disseram outro dia na rua, que o amor estava a caminho, mas ele também não chegou. Disseram que ele bateu na porta, não tinha ninguém e não quis esperar, estava atrasado. Então, fico aqui pensando, amor não bate na porta, arromba. Mas me disseram que isso se chama paixão. E que a paixão sempre está de viagem. O amor não, o amor vem devagar e permanece. Então porque ele estava com pressa? Fatos que não fazem sentindo, mas o violão acompanha a voz, que acompanha a bateria, que acompanha o baixo, que acompanha a guitarra. Faltou o sax. Disseram que ele não acompanha, ele incrementa o som. Difícil dizer já que você não está aqui para explicar. Do outro lado do mundo, ele também já não sente mais falta, disse outro dia que achou um amor, um amor doce, parecido com meu, mas não era o meu. Faz de conta. Faz de conta que é, faz de conta que serve, faz de conta que está tudo bem. Até quando vão se esconder atrás de máscaras? A gente escreve a história que quer, só precisa ter cuidado para a história não ser um conto. Nem tudo começa com era uma vez e nem tudo termina com um final feliz. Alguém um dia me contou isso, só não lembro quem.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pela janela do carro, numa dessas noites bem frias, eu pensei:

Às vezes tudo faz sentido,
mas tem dias que ando no sentido contrário.

Sei lá porque,
um dia desses,
te entreguei meu coração,
sem você pedir,
e sem eu perceber.

A música pra mim faz todo o sentido.
é instrumento para alma se libertar,
e como podemos libertar juntos
em sons distintos?

hoje eu entendo,
quase tudo que não entendia quando tinha 25 anos.
a mudança era radical,
por isso tanta agressividade,
a vida foi me arrancando tudo aquilo
que me prendia,
tudo aquilo que não teria mais sentido,
foi brusco,
doeu,
mas hoje eu entendo.

Talvez vocês não entendam,
porque se trancaram em caixas fechadas.
e a vida acontece lá fora,
na esquina de qualquer avenida.

domingo, 14 de agosto de 2011

Embora Parte I



Correu pelas escadas, passou pelo portão e desceu a rua, sozinha, embaixo de chuva. Não sabia que esse seria um caminho sem volta, e se soubesse, jamais teria descido. Não tinha mais volta. Seu cabelo molhado, seu tênis encharcado e sua mente cheia de pensamentos, ideias e revoluções.


Precisava andar muito mais,

precisava se molhar muito mais,

precisava sentar e chorar,

porque seu choro estava entalado,

porque seu choro doía.


Da rua, ela via o que já tinha deixado para trás.

Uma vida inteira, cheia de história, de momentos, de sentimentos.

Muitos amigos, pessoas queridas, tempos que ficariam apenas na memória.

Bastou.

A vida tinha lhe bastado.

Tudo fez sentido, tudo se encaixou perfeitamente, se acomodou, deitou no sofá, assistiu TV e gostou.


A vida passava pela janela e isso não incomodova.

A trilha sonora era a mesma e isso também não incomodava.

Aprendeu então, a apenas falar da vida dos outros, porque a sua já não era mais realidade, já tinha até perdido os sonhos, então se tornou a melhor crítica dos sonhos dos outros.

A vida por sinal, era a vida dos outros e assim acreditou que tinha chegado no topo do conhecimento. Esqueceu das novidades e acreditou.


Porque a vida é feita daquilo que você acredita.


No que você acredita?


Ela acreditou e desacreditou. Lembrou das novidades. Ficou sem ar. Abriu a janela, sentiu a vida passando pela janela e isso incomodou. E então, sem mais, tudo incomodou.


Levantou do sofá, abriu a porta e foi embora para nunca mais voltar.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tristeza Parte II

Tenho saudade,
maior do que vc possa imaginar.
Hoje eu chorei de novo,
porque a dor está atravessando meu peito,
e eu ainda prefiro chorar sozinha.

Está tudo bem,
só sinto saudades suas,
de você entrando por aquela porta segurando a raquete de tênis,
e falando que ganhou todas as partidas,
de você tocando boleros e tangos no violão,
de você abrindo o vinho e me explicando de onde vinha,
de você sentar na minha frente e pronunciar o nome do cara que eu estava gostando,
(até hoje eu não sei como você descobria os nomes deles)
de vc ficar na janela olhando para ver quem era o cara que ia sair comigo,
de vc arrasando na pista com a minha mãe,
de vc dançando comigo e depois, sempre depois, começávamos a dançar flamenco.

Cada dia que passa é como se a árvore fosse perdendo, folha por folha.
E que seu eu pudesse escolher, pegaria essa doença por você,
Porque sei que ia conseguir dar o gato na mente.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Insônia parte I

é verdade.
às vezes eu preciso escrever para depois dormir.
a lua na janela lembra aquilo que não vivi.
a história escrita, com fotos, pronta para virar um livro.
mas prefere um livro ou fatos?

eu prefiro perguntas,
daquelas que eu mesma faço e
demoro seis meses para responder.

E tem vezes, que depois de seis meses,
nem prefiro responder,
prefiro passar para a próxima.

a de hoje me tira o sono.
me tira o ar,
e deixa a minha mente numa brancura.
não há nada,
mesmo vasculhando,
a mente está paralizada.
só não me pergunte por quê,
eu também não sei dizer.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dúvidas parte II

às vezes a vida te leva para os opostos,
e pode ser assim numa tarde gelada,
bem ali no fim do mapa de São Paulo.

E às vezes você não sabe exatamente o por que de estar ali.
Porque a única razão tão óbvia,
continua sendo óbvia demais para acreditar.

O ser humano é sem dúvida uma dúvida constante em minha mente.

Uns tem muito e reclamam muito.
Outros tem pouco, e tem pouco tempo para reclamar.

E você reclama de quê?

Não me venha com críticas se elas não vierem acompanhadas de soluções.

Peço desculpas se eu nunca mais te liguei.
Ligo apenas para aqueles que também querem abraçar o mundo.
Porque todo dia quando eu acordo,
eu desaprendo,
para aprender.

Porque todo dia quando vou dormir, tenho certeza de duas coisas
do amor,
e que a revolução está chegando.

Porque eu continuo sonhando,
vivendo o hoje,
e espalhando o que é de belo por ai.

E se mesmo assim,
você não sonhar,
e achar que sonhos não te levam a lugar nenhum,
não me acorde.
Só nao esqueça que somos a poeira das estrelas.
Vamos explodir a qualquer momento e
voltar para o universo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dúvidas parte I

A última chamada.

A última ligação.

É pegar ou largar.

Depois de meses, a lágrima.

A rocha rachou.

É porque de flor virou pedra.

E ontem alguém avisou.

E entendi.

É pegar ou largar.

Se for, é para simplesmente purificar.

Se ficar, é para simplesmente virar novamente a rocha, bem mais dura.

Quem é você?

A falta do espelho.

Aquele que dizia coisas às 4 da manhã de uma balada qualquer.

Se foi buscar, porque achou que já tinha entendido tudo?

Porque achou que aquilo bastou?

Se você é uma constante mudança?

domingo, 26 de junho de 2011

espalhar amor parte I

Eu não sei quem eu me tornei depois de novembro do ano passado.
Sei que foi para uma pessoa melhor,
mas não consigo entender meus próprios sentimentos,
uma volta nostálgica dos anos 70,
que me faz acreditar num amor maior que o universo,
e de que realmente a revolução vai acontecer.
Isso fez com que eu me afastasse de muitos amigos,
e me aproximasse de outros.

Já não tenho paciência para escutar palavras que não agregam o ser humano e o planeta terra.
Talvez eu tenha virado a pessoa mais chata do mundo,
talvez eu tenha virado a pessoa mais sonhadora do mundo,
mas eu não estou sozinha,
eu não sei o que acontece aqui dentro,
eu só quero abraçar a pachamama,
e espalhar todo amor que existe aqui dentro.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

tristeza parte I

Um dia eu tive a certeza,
que jamais choraria por homem algum,
que minhas lágrimas só sairiam de meus olhos por felicidade,
porque acredito que vim para esse mundo,
apenas para espalhar alegria.

E assim, virei uma rocha,
daquelas bem duras,
que mesmo se for atirada em outra parede,
ficaria intácta.

E foi assim que chorei muito mais por projetos lindos que vi,
por palavras bonitas que escutei,
por músicas ouvidas,
por abraços gostosos de receber.

A rocha ficou muito mais sentimental,
e foi deixando lágrimas por quase todos lugares que passou
quando escutou, ouviu e sentiu coisas bonitas.
Chorou algumas vezes por injustiças desse mundo,
por crueldade dos homens.

Mas estava certa de que jamais choraria por algum homem.
Até que a vida vem e te dá uma machadada na cabeça,
e me faz chorar todos os dias pelo homem que mais amo nessa vida.

Peço desculpas pra quem me lê,
mas é que a dor é maior que o universo.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Na subida da rua Augusta.

às vezes eu lembro das marchas trocadas,
do silêncio guardado propositalmente,
do sentimento de alívio de saber que tudo aquilo não ocorreria de novo dentro de uns dias.

às vezes eu lembro,
às vezes eu me culpo.

às vezes eu entendo que amei,
às vezes eu vejo que te amei,
às vezes eu percebo que me amei.

às vezes eu não entendo,
às vezes eu lembro,
às vezes, quase bem às vezes, eu tento esquecer.

e sei lá por quê,
às vezes eu tento querer,
às vezes igual,
outras vezes diferente.

mas só quando esqueço,
é que realmente,
às vezes eu lembro, não só com a memória,
mas com o coração mesmo,
das marchas trocadas,
do silêncio guardado,
do sentimento de alívio de saber que tudo teria um tempo pra saber se valia
ou não,
a pena.

e quando lembro das marchas trocadas do carro na subida da augusta às 3h30 da manhã,
é que entendo que já era o fim
ou início
da loucura.