terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Uma árvore por dia!

Enquanto eu não tenho meu terreno na praia para plantar ipês, margaridas e girassóis, compito com o rotta quem planta mais árvores nesse ano!!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Por la carretera

Hoje foi assim: bateu saudade... logo quando acordei. Depois a saudade só foi aumentando. As fotos eram as mesmas, só que dessa vez eu não estava ali. Hoje senti vontade de estar ali. Andei por toda a casa e em momento algum encontrei o Pablo ou o Raul. E quando sai pelo portão, a praça, o restaurante Origens, a loja de surf, skate e snow também não estavam lá. E o Raval tão pouco estava depois de umas esquerdas e umas direitas. A praia ficou longe, o park guell mais ainda. Deixei recados, recebi outros. Senti saudade do Toh, do Antonio, da Keke, da Fefe, da Tuany, do Pit, do Japa, da Sheila, do Nichola, do Fernandez, do Bruno, do German, do Joselito, do Txiste e dos Mestre dos Magos. A mochila me olhou, eu olhei para a mochila.... existe algo aqui dentro. Eu acho que é um vicio.

Tô naquelas que quero ver todo mundo feliz. E sei lá porque tem muita gente triste por ai. Ai eu carrego uma função que não dou conta. Só sei que a vida é curta. Esses dias por ai proporcionei alguns encontros que nem eu acreditei. Velhos brothers numa mesa de bar. Os sonhos trocados. Acordei assim: pilhada. Quase tive um pire paque. Não consegui ficar um minuto em silêncio. Sempre em movimento. E ai, teu dia vira longo e lotado de coisas. A sensação de ser livre, leve e solta. Sonhando, construindo e idealizando. Esperando só o bonde passar e me levar. Talvez seja essa falta de medo do futuro que me deixa assim: preste a subir no bonde. Sonhando e idealizando no papel a gente chega lá, sempre. É essa maldita pergunta que chega nos meus ouvidos a cada a ano que passa: qual é seu sonho? E logo vem a segunda: Como você realizaria seu sonho? Eu não tive aulas de empreendedorismo, mas acho que já nasci com isso. Por isso aviso: estou já na metodologia, mas mesmo assim não paro jamais de sonhar.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Yo llevo en el alma un camino

Olhando agora de longe noto que virei também um personagem. Se antes todos eram personagens para minhas histórias, agora também sou, só que de gibi. Levar a vida horas personagem, horas diretora, horas crítica e horas soldado. Mas ainda prefiro ser o aventureiro. Porque dentro de qualquer aventureiro existe um personagem.

E se fomos por ai nas aulas de escritura criativa em Barcelona, o meu novo personagem entrou por um acaso no filme “Las Pistoleras”. Quatro mulheres como personagens principais. Tudo se passa no México. Principalmente no deserto. Nos pueblos. Por isso, imaginem a trilha sonora. As mexicanas se locomovem quase sempre a cavalos. Cometem crimes. Atiram. Procuram sempre vítimas. Umas morrem, outras ficam feridas. Na verdade são as vítimas que escolhem. E quando elas não atiram, garanto chamam atenção do mesmo jeito. É aquela velha história que quando elas passam, as flores dos cactos aparecem.

Voltando a trilha sonora. Qualquer música mexicana, cubana, jamaicana, coco, ciranda faz uma pistolera bailar na pista. Cada uma tem o seu ritmo preferido para cometer o crime. Quando toca tango, o meu olhar muda, a minha voz fica mais lenta, a minha dança vira literalmente minha comunicação e as minhas mãos atiram sem pensar. E quando toca flamenco me perco e me afundo no romantismo. Mas cair no romantismo já não faz parte de mim: zizinha.
Ah! Quase me esqueci. Feliz 2009 e muito sol nessa cidade cinza!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Costume

Não tenha medo...
É só evolução.

Sinceramente tanto você como eu deveríamos sentir medo.
O que passa, o que acontece, já não é evolução.
Chamo isso de dúvidas.

Dúvidas que procuram a resolução.
A resolução que me sufoca;
Que me acorda do meu eterno sonho vivido.

Talvez todos esses resultados fossem “evolução”.

Peço desculpas... sinceras.
Por ter me apressado no início do poema com a conclusão.
É costume!
É costume que tento perder.

Não tenha medo!!

Não ache que possa ler isto apenas uma vez...
Leia quantas vezes forem necessárias.
Porque aqui passo uma mensagem...
Um pouco clara...
Apenas para entendedores de “mari’.

Não posso ser mais clara.

Desculpe mais uma vez.
Por ser quem você não espera.

Você neste poema é você!
Você que está lendo isto agora.
Oi?
Tudo bem?

Peço desculpas pela terceira e última vez.


Mari 25/01/03

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Aprendiz

Quando eu chego de madrugada em casa prometo a mim mesma sempre a mesma coisa: amanhã eu não saio de casa. E ai no dia seguinte sempre aparecem convites imperdíveis. Como ontem (valeu Lipe e Bê), como domingo (valeu Ale, Lica e Marco), como sábado (valeu Tati e Cela), como sexta-feira (valeu a galera inteira reunida). Acontece que hoje tem mais e amanhã também.

É aquela velha história: existe vida lá fora. A sensação de sair de casa e não saber como será meu dia ainda existe e ainda me apaixona. Me sinto totalmente livre, livre de conceitos, livre de notícias, livre de fofocas, livre do passado, livre do futuro... jogada no mundo. Mas sinto falta do kms percorridos por mim em Barcelona. Literalmente keep walking. Além disso, sinto uma saudade enorme deles passando pela minha rua de skates. Era só sentar no banquinho da pracinha e admirar, um mais estiloso que o outro e aqui em Sampa eles são quase todos iguais.

Pra quem achou pela quarta vez que tinha chegado no topo da evolução, perdeu a escada novamente. Agora é de degrau em degrau. Algum dia desses, não lembro direito quem, deixou escapar pela boca dele, que quem vai a busca de sua evolução, caminha o resto de sua vida, porque a evolução simplesmente não tem fim.

Enquanto o mundo gira, finalmente chegou o natal. E o natal pra mim é o dia totalmente de paz e de boas energias. Amo muito passar o natal aqui em casa e esse ano família reunida again!!!

Espero que todo mundo ganhe nesse natal um bocado de paz e um bocado de amor e que na virada ganhe um bocado de idéias e um bocado de coragem para o próximo ano!!!

Gracias!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

As companheiras de crime

Elas estão na frente da Catedral Santa Maria Del Mar. Esperam sem nenhuma paciência a outra mulher sair da igreja. A morena fuma um cigarro atrás do outro e a loira come compulsivamente chicletes de melancia. Elas não conversam, apenas olham a cada minuto o relógio. O tempo corre e a mulher não sai. Até que a loira joga o pacote de chicletes no chão e entra na igreja. A morena acende outro cigarro e começa a andar de um lado para o outro. A loira aparece com a outra morena pelas as escadarias da igreja. A outra morena desce devagar segurando uma pá e uma rosa. A morena fumante abraça fortemente a outra morena e a loira. Só uma chora. A mesma que arremessa a rosa longe. As duas entregam as novas pistolas para ela. Mal sabia que a sua nova paixão era atirar. As três sobem em suas motos e disparam os três tiros. O crime começou semana passada. Mais de 30 tiros foram disparados por elas. Os feridos ainda não se identificaram. E ainda não há rastros do local do crime.